
domingo, fevereiro 15, 2009
Nada é impossível de mudar

sexta-feira, dezembro 05, 2008
Leva-me para lá e perde-me!!
No bairro do amor a vida é um carrossel
Onde há sempre lugar para mais alguém
O bairro do amor foi feito a lápis de côr
Por gente que sofreu por não ter ninguém
No bairro do amor o tempo morre devagar
Num cachimbo a rodar de mão em mão
No bairro do amor há quem pergunte a sorrir:
Será que ainda cá estamos no fim do Verão?
Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu compreendes bem
No bairro do amor a vida corre sempre igual
De café em café, de bar em bar
No bairro do amor o Sol parece maior
E há ondas de ternura em cada olhar
O bairro do amor é uma zona marginal
Onde não há hotéis nem hospitais
No bairro do amor cada um tem que tratar
Das suas nódoas negras sentimentais
Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu compreendes bem
domingo, novembro 23, 2008
ESTADO: só
And here comes emptiness, crashing in
Its either love or hate, I can't find in between
'Cause I've been with witches and I've been with the queen
It wouldn't have worked out anyway
So now it's just another lonely day
hey, hey
Further along, we just may
But for now it's just another lonely day
Wish there was something I, could say or do
I can resist anything but, the temptation from you
But I'd rather walk alone, than chase you around
I'd rather fall myself than let you, drag me on down
It wouldn't have worked out anyway
and now it's just another lonely day
hey, hey
Further along, we just may
But for now it's just another lonely day
Yesterday seems like a, life ago
Cause the one I loved today, I hardly know
You I held so close, in my heart oh dear
Grow further from me with every, falling tear
It wouldn't have worked out anyway
So now it's just another lonely day
hey, hey
Further along, we just may
But for now it's just another lonely day
For now its just another lonely day
hey, hey
For now its just another lonely day
Another Lonely Day
by Ben Harper
quinta-feira, novembro 20, 2008
Ficaram só os papéis e a tristeza, ficou só a amargura e a cinza dos cigarros e da morte.
Os domingos e as noites que passámos a fazer planos não foram suficientes e foram demasiados porque hoje são como sangue no teu rosto, são como lágrimas.
Sei que nos amámos muito e um dia, quando já não te encontrar em cada instante, cada hora, não irei negar isso. Não irei negar nunca que te amei. Nem mesmo quando estiver deitado, nu, sobre os lençóis de outra e ela me obrigar a dizer que a amo antes de a foder.
José Luís Peixoto
A Naifa
segunda-feira, junho 26, 2006
"In My Tree"
terça-feira, março 21, 2006
Copy / Paste
Copiando e colando vais vivendoA idílica vida que sonhada não será realidade.
Atrás de frases calcadas e sofridas,
Vai, foge e esconde-te!
Veste o fato de quem sofreu e andou
Que mascara a cruel intenção,
De filosofo sem pensamento,
De homem sem conhecimento,
De dor sem sofrimento.
Mas vai! Aproveita e aprende,
Se não com experiência passada
Vai pela experiência lida e ouvida num canto qualquer,
Se para viver e sentires sangue jorrar
Necessitas de feridas mal abertas que não doem…
Afoga remorsos com a farpela bem tratada da auto compaixão,
Vai bebendo o ar forçado, de piedade recheado,
Alimentando a tua razão.
Contamina a grande roda envolvente
Agarrando o indigente faminto de ilusão,
E no fim, dá-lhe a tua lúbrica mão…
domingo, março 19, 2006
Where were you when I was burned and broken
While the days slipped by from my window watching
Where were you when I was hurt and I was helpless
Because the things you say and the things you do surround me
While you were hanging yourself on someone else’s words
Dying to believe in what you heard
I was starring straight into to the shining sun
Lost in thought and lost in time
While the seeds of life and seeds of change were planted
Outside the rain fell dark and slow
While I pondered on this dangerous but irresistible pastime
I took a heavenly ride through our silence
I knew the moment had arrived
For killing the past and coming back to life
I took a heavenly ride through our silence
I knew the waiting had begun
And headed straight… into the shining sun.
Pink Floyd, Coming back to life
sexta-feira, março 17, 2006
I am mine
The selfish, they're all standing in line
Faithing and hoping to buy themselves time
Me, I figure as each breath goes by
I only own my mind
The North is to South what the clock is to time
There's east and there's west and there's everywhere life
I know I was born and I know that I'll die
The in between is mine
And the feeling, it gets left behind
All the innocence lost at one time
Significant, behind the eyes
There's no need to hide
We're safe tonight
The ocean is full 'cause everyone's crying
The full moon is looking for friends at high tide
The sorrow grows bigger when the sorrow's denied
I only know my mind
And the meaning, it gets left behind
All the innocents lost at one time
Significant, behind the eyes
There's no need to hide
We're safe tonight
And the feelings that get left behind
All the innocents broken with lies
Significance, between the lines
(We may need to hide)
And the meanings that get left behind
All the innocents lost at one time
We're all different behind the eyes
There's no need to hide
segunda-feira, fevereiro 20, 2006
Ciclo
Que gira mas não vira
Se esbarra e bate, sempre sem parar.
Este cenário de cenas tristes
Em que fico tonta de tanto rodar,
Onde o chão me foge dos pés frios e brancos.
Não reparo no tempo que me bate frio na cara
E me deixa os olhos molhados e doridos, inchados...
Tudo passa e sem ver nada tenho memória de tudo.
Quero mostrar o quanto te odeio,
Por isso vou girar até estares tonta
E te esqueceres de mim, me deixares em paz,
Irás abrir o ciclo e a girar vais cuspir-me para o nada, o silencio,
E então,
Serei feliz!
quarta-feira, dezembro 28, 2005
SÍSIFO (Feliz 2006!)
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar
E vendo,
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.
Miguel Torga!
Feliz ano 2006!
segunda-feira, novembro 14, 2005
Livre
Arranca-me mais um pedaço do puzzle,
Baralha-o, pode ser que não o encontre mais ,
Pode ser que me perca de mim, de ti, do mundo.
Mas fá-lo de uma só vez e rápido,
Não quero molhar o chão de vermelho,
Chega de sofrer sem razão palpável.
Mata os homens que moram no meu sótão cinza
E depois enrola-me num manta colorida.
Disfarça estas tristes cores, tapa-as,
Engana-os e diz que sempre fui feliz ,
Acima de tudo diz-lhes que sempre os amei!
Deixa-me atirada a um canto no meio do deserto,
O calor secará lágrimas derramadas,
Tornar-me-ei areia leve
Levada pelo vento para uma duna de silêncio
Livre, livre...
quarta-feira, novembro 02, 2005
Dias que passam
Aqueles em que trilho os nossos passos
Despedaçando mais um retalho da minha alma
Afogando em saudade memórias que emergem
Quando às minhas mãos lhes faltas tu
E ás tuas gélidas as minhas segurarem
Dias em que não estas cá
E não volto a sentir-te.
Dias tristes em que tenho sede de tudo
O que fomos, que foste e ainda és.
As tuas imagens, o meu refúgio
Marcas deixadas para trás.
Sigo o caminho lentamente
Inspiro, cheiro, abro bem os olhos
Recebo tudo o que não pudeste beber
Amanhã, quando passearmos
Gritaremos e acabamos com essa sede…
quarta-feira, agosto 17, 2005
Amo-te muito meu tinhoso!

Devolveste-me a visão, consegui ver quem são as pessoas que me fazem falta e o quanto preciso delas, como são bonitas, como nada mais importa, e como fui abençoada ao ser escolhida para ser parte do teu mundo, obrigada comandante!!
Até logo!
A Gente Vai Continuar
Tira a mão do queixo, não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar
Quem ganhou, ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas para dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem à batota
Chega aonde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota
Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar
Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém, não
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
E a liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo
Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar
Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar
quarta-feira, agosto 03, 2005
Ar
Sozinha passeio,
Flutuo mandada e comandada
Executo as tarefas,
Como nada mais houvesse para fazer,
Não interessando o que passeia pelo meu pensamento.
Por fora maquina cinzenta sempre a postos,
Por dentro sangue que seca
Que só me enche o copo,
E se transforma em agua salgada,
Que escorrega dos faróis do meu cérebro
Sempre atentos aos atentados
Que vêm directos ou em zigue-zague.
Surda grito
E sem voz peço ajuda.
Sozinha vou flutuando,
sozinha vou andando…
Á minha volta máscaras ocas,
Braços e pernas agitados
Cercam-me, direccionam-me
E eu vou indo
Com o vento que sopra
Dos sopros do meu coração,
Buraquinhos que o deixam vazio,
Vazia fico e não sinto.
Nas minhas veias sangue já não passa,
E pensamentos correm, concorrem,
Colidem em explosões que me abrem mais buracos.
Vazia, sozinha,
Sou ar.
domingo, julho 31, 2005
Não te quero dizer adeus, quero que fiques comigo, que me irrites com as tuas manhas, com o teu falar alto, com a tua maneira de comer e arrotar, com as tuas paranóias. Quero apresentar-te como o meu lutador pequenino, capaz de levar o mundo as costas, e dar uma coça aos Da lai Lamas por ai! Quero poder dizer-te o que são as coisinhas que existem nos iogurtes que tanto gostas, para que servem tantas coisas. Quero levar-te a passear, só nós os dois, e vermos as mais belas paisagens e falarmos com todo o tipo de gentes.
Não fujas! Amo-te
quinta-feira, julho 07, 2005
Poemas a um guerrilheiro que morreu por um ideal..
Revolta-me meio mundo não saber que existiram homens que morreram por lutar por passar os seu ideais de igualdade e liberdade à pratica, e que por causa deles podemos estar hoje a escrever nesta coisa que são os tão famosos blogs, sem que nos tenhamos que esconder por detras de uma falsa identidade...
Por isso deixo aqui sentimentos expressos em forma de poesia por pessoas que tiveram o privilégio de viver e conviver com um dos maiores simbolos da luta pela libertação de todos os povos, sem o pretexo de lutas contra a opressão a mascarar a busca por ouro negro.

Hoje amanheci um pouco mais pobre
mutilado de ti
e sinto
uma dor de buraco profundo
no teu lugar.
Por fim
estão em sossego, arrancaram-te
de nós, abriram
uma ferida mais na nossa fome
onde o teu coração era um pão redondo
para a liberdade.
Agora o mundo coxeia do teu lado,
sangra por ti,
diminuiram as razões do amor
e não há quem escape a esta pobreza,
companheiro, irmão
que todos perdemos,
claridade desta manhã recém-fugida.
Não sei como pensar-te, como
dar-te dimensão do que partiu,
encher de futuro a tua ausência,
Ernesto, companheiro,
irmão que nos mataram!
Carlos Casares
Epitáfio para conduzir o Homem
Volto ao caminho com o meu
escudo no braço
Que se faça, do teu sangue, teimosa a consciência do mundo.
Que os que se atrasam recebam nas contas pedaços da tua morte.
És o que quiseste ser: um homem morto: uma árvora.
Serás a morte como foste vida.
Não te perderás: descança em guerra.
David Fernández (cuba)

VIVA CHE
Pela floresta boliviana
molhada de róseo orvalho
pelos olhos negros da índia
no clarão das fogueiras
Pela rocha o precipício
o espinho as silvas brancas
e pelo negro de engenho
que morreu com o teu nome
Viva Che
Pelo sonhos infatigável
como bela flor na fronte
pelos homens que se erguem
em relâmpagos de esporas
Por esses de várias raças
vivo olhar de fogo exacto
pelo futuro que eles beijam
na boca das espingardas
Viva Che
Pelo mundo que vai nascer
tambor de lua e vinho quente
pela América às janelas
de cravo rubro no poncho
Pelo terminar da fome
pela tua voz em todos os ventos
por uma laranja sanguínea
em cada riso infantil
Viva Che
Henri Gougaud (França)



